História

  • De terras privilegiadas, relevo montanhoso e água abundante, a Fazenda Águas Claras surgiu com a vinda do café para o interior paulista. Após o declínio das plantações cafeeiras nas grandes fazendas do vale do Paraíba, o café, chamado nesta época de “ouro verde”, alcançou uma nova fase de desenvolvimento impulsionado pela facilidade de transporte com a construção da ferrovia dos ingleses que ligava Jundiaí ã Santo em 1867 e com a ajuda da substituição da mão-de-obra escrava por imigrantes italianos.
  • Assim que formados os cafezais da Águas Claras, por volta de 1870, foram construídas pela família do Comendador Araújo Cintra a casa-sede, as tulhas e a marcenaria, todas com paredes de taipa-de-pilão, e o imenso terreiro para a lavagem e secagem do café, inteiramente ladrilhado com lajotas de barro e em pleno funcionamento até hoje. Em 1875, conforme registro da época, já existia a casa-sede construída em estilo arquitetônico trazido pelos imigrantes italianos, além da tulha, da marcenaria, do terreiro de secagem do café e boa parte da lavoura plantada.
  • À este típico quadrilátero da arquitetura cafeeira, foi incorporada por volta de 1940 uma outra casa-sede de maior e de novo formato, com um fato raro de preservação histórica: a construção foi feita ao lado da antiga casa-sede da fazenda, onde hoje funciona a Hospedaria Águas Claras – Fazenda Ambiental, pertencente à Associação de Hotéis Roteiros de Charme desde 2001.
  • Ao longo do tempo, a fazenda teve diversos proprietários, enfrentando várias crises da cafeicultura brasileira, e sofrendo conseqüente deterioração de suas benfeitorias, até ser finalmente adquirida pela família Aranha Barbosa, em novembro de 1979. Desde então, se iniciou um trabalho de restauro do patrimônio histórico e de introdução de novas técnicas de cultivo do café. Foram plantadas 300 mil mudas da espécie Coffea Arabica, buscando o aprimoramento da produção cafeeira que se mantém ativo e renovado até hoje.

nova historia